segunda-feira, 17 de junho de 2013

Bates Motel - Antes de Psicose


Gostem ou não, este é o ano das séries de psicopatas! As estreantes The Following, Cult, a própria Bates Motel e Hannibal estão aí para comprovar. E ainda podemos engrossar mais o caldo se considerarmos American Horror StoryDexter, Criminal Minds, Pretty Little Liars e até mesmo The Walking Dead (o Governador, um dos maiores psicopatas).
No dia 18/3 estreou no canal estadunidense A&E a série que, apesar de ser ambientada no presente, nos mostrará o passado (!) de um dos personagens mais icônicos do cinema: Norman Bates. Interpretado por Anthony Perkins, no clássico Psicose do mestre do suspense Alfred Hitchcock, e por Vince Vaughn, no remake quadro-a-quadro de Gus Van Sant, agora é o ator Freddie Highmore (Em Busca da Terra do Nunca, A Fantástica Fábrica de Chocolate) o responsável por dar vida ao perturbado Norman.


Com apenas 10 episódios (não se alarmem, uma 2ª temporada já está confirmada para 2014!), Bates Motel chegou mostrando a que veio: soube dosar desenvolvimento de história e personagens, contou com um elenco que esbanjou talento e, ouso dizer, é uma das melhores coisas já produzidas para a TV. Sabe aquele roteiro bem construído e cenas com direção cinematográfica? Bates Motel tem isso.
Pode acontecer de muitos torcerem o nariz para a ideia da série. Algo perfeitamente normal. "Por que mexer com um cânone do cinema?", "Que falta de criatividade!", "Hollywood está em crise!", são sentenças que talvez surjam na mente das pessoas antes de começar a assistir Bates Motel. Antes. Depois de embarcar nessa jornada (e tais pré-conceitos serem superados), eu garanto, é uma viagem sem volta. Somos fisgados pelo anzol da habilidosa dupla de showrunners composta por Carton Cuse (sim, de LOST) e Kerry Ehrin (da equipe de Friday Night Lights). Não sossegaremos até descobrirmos o que aconteceu ao pai de Norman, enquanto acompanhamos a superprotetora Norma (Vera Farmiga, possuída no papel, merece todos os prêmios!) e seu filho tentando recomeçar a vida numa nova cidade e, logo de cara, tendo que lidar com uma enorme complicação. Dylan (Max Thieriot), o outro filho de Norma, de repente aparece, e será divertido acompanhar a dinâmica dessa família disfuncional. Ao mesmo tempo aprenderemos mais sobre a misteriosa cidadezinha de White Pine Bay (abertamente inspirada em Twin Peaks, mas sem as bizarrices sobrenaturais)...
O grande destaque, no tocante à atuação, é, sem sobra dúvida, Vera Farmiga. Muito bom notar que seu trabalho na pele da explosiva Norma Louise Bates já foi reconhecido e lhe rendeu duas indicações de Melhor Atriz: Television Critics Awards e Critic's Choice Television Awards - muito cedo para sonhar com o Emmy e Globo de Ouro? Outro integrante do elenco que preciso ressaltar, cujo papel parece ter lhe caído como uma luva, é o intérprete do caçula dos Bates. Simplesmente impressionante a habilidade de Freddie Highmore, em certos momentos, de fazer a transição do ingênuo e carismático para um assustadoramente ameaçador Norman.
Ah, por favor, deem uma chance a Bates Motel! Vocês não se arrependerão!
E se você só decidiu ler o final deste texto: "um entretenimento de qualidade extremamente viciante", é como eu poderia definir Bates Motel em poucas palavras. Mas a série é muito mais do que isso, é claro. Até a próxima temporada!
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