quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Trophy Wife S01E01 "Pilot" [Pre-air]

os personagens, da esq. p/ dir.: Bert, Meg, Hill, Warren, Kate, Pete, Diane e Jackie.
Todo ano eu tento assistir a todas as novas atrações, mas automaticamente me afasto de várias delas (por falta de tempo, principalmente, e por uma percepção apurada de qualidade). Este ano decidi conferir tudo que estrear (acho que o mais perto que eu cheguei disso foi em 2009...). Não queria me desanimar logo de cara, por isso comecei pela menos pior, como andei lendo pro aí: a tal da Esposa Troféu, uma das três séries novas da ABC que vazaram.

É boa no nível The Middle e Suburgatory, não no da genial Modern Family – tirem suas próprias conclusões disso. Eu ri em vários momentos e quando o episódio terminou estava com um grande sorriso no rosto. Acho que algumas coisas poderiam ter sido resolvidas diferentes: bastava a Kate dizer que não era água dentro daquela garrafa, mas os roteiristas optaram por um humor mais pastelão. O chinesinho é um show a parte – você ri só de olhar para ele. Um achado, mesmo. Assim, em menor escala, como todo o resto do elenco (que conta com nomes de peso), bem à vontade em seus respectivos papéis, com um ótimo entrosamento diante das câmeras.

Kate (Malin Akerman) é a mulher que se casa com um homem bem mais velho, Pete (Bradley Whitford), e leva de brinde suas duas ex-esposas: a primeira, a médica e nada simpática Diane (Marcia Gay Harden) e a outra, a louquinha Jackie (Michaela Watkins), que insiste em falar de morte para Bert (Albert Tsai), o filho de sete anos adotivo (o chinesinho). Diane é mãe do casal de gêmeos Warren (Ryan Scott Lee), que está descobrindo sua sexualidade através de textos eróticos, e Hill (Gianna Lepera), uma aborrecente. Junta-se ao núcleo familiar a melhor amiga de Kate, que trabalha num bar, a prestativa Meg (Natalie Morales).

Falta ajustar bastante coisa ali. Sinto que há um potencial a ser desenvolvido, por isso vou dar mais uma chance para a série. Tenho que pesquisar em que dia vai ao ar o segundo episódio.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Fall Season 2013: Meu Calendário de Estreias


Abaixo, a lista de séries que vou acompanhar neste Fall Season. A maioria é veterana, mas tem bastante novata. A primeira a estrear é a sexta temporada de Sons of Anarchy. Aguardem diversas resenhas aqui no blog!

domingo, 8 de setembro de 2013

Conheçam "Shingeki no Kyojin / Attack on Titan"


Sem sombra de dúvida, um dos melhores animês a que já assisti na minha vida! Fácil. Fácil. O. Melhor. De. 2013! IMPORTANTE: NÃO continue a leitura se você NÃO quiser saber de spoilers!

Baseado na obra homônima de grande sucesso do mangaká Hajime Isayama, cuja publicação acontece mensalmente na Bessatsu Shounen Magazine (e, em breve, vai sair no Brasil, pela Panini), Shingeki no Kyojin (ou, o título em inglês, Attack on Titan, como preferirem) estreou num sábado, 6 de abril, no Japão. E conseguiu extrapolar todas as expectativas! Trilha sonora excelente, bom enredo, direção acertada - tudo funciona. Talvez uma crítica maior fosse à qualidade da animação, que oscila entre ótima e péssima, mas completamente aceitável (o ritmo de produção de uma série de animação semanal deve ser alucinante!) – andei pesquisando na Internet e vi que na versão DVD/Blu-Ray eles dão uma boa corrigida nas imperfeições.

A aceitação do público foi estrondosa – hype total (mesmo antes de estrear), só se comenta disso – e conseguiu atingir diferentes tipos de pessoas, do leigo ao otaku mais fervoroso. É engraçado notar que Isayama, ainda adolescente (hoje ele tem 27 anos), levou o projeto do mangá até um editor da poderosa Shounen Jump (lar de Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco, Samurai X, Naruto...). O editor conferiu o trabalho e respondeu algo na linha: “Não quero que faça mangá, quero que me mostre Shounen Jump. Mesmo arrasado, Isayama não desistiu.  Nós agradecemos, sensei.

E acabou sendo bem positiva a ida dele para uma revista menos conhecida e de outra editora – ele teve mais liberdade criativa. Num primeiro olhar superficial você pode até achar que se trata de apenas mais um battle shounen, tem aquele personagem principal cheio de motivação e determinação (assim como Goku, Gon, Natsu, Naruto, Seiya...), uma história com bastantes duelos, mas, devido a elementos utilizados constantemente, como morte, violência e sangue e também à complexidade narrativa, é inevitável notar uma grande influência de seinen (aquele mangá masculino mais adulto) – vira quase uma junção dos estilos –, o que pode ter sido um dos motivos de recusa da obra na Jump, que é voltada exclusivamente para o shounen (porém, vale lembrar, já publicou Jojo’s Bizarre Adventure e, mais recentemente, Death Note).

A história se passa num mundo distópico e de aspecto medieval, onde os humanos vivem refugiados dentro de verdadeiras muralhas que os separam do território habitado pelos temidos titãs - a maioria, gigantes sem nenhuma inteligência cujo único intuito é devorar os humanos. Há três muralhas principais: Maria, a primeira, por isso a mais vulnerável aos ataques dos titãs; Rose, a muralha intermediária; e Sina, no centro, local em que vive o rei. A Segurança do reino também é dividida em três, no caso, três guarnições: a Tropa de Exploração, representada pelas Asas da Liberdade em seu brasão, que tem como objetivo explorar o território afora das muralhas; a Tropa Estacionária – a maior das guarnições –, que guarda os muros e mantém a ordem entre a população, seu símbolo é formado por duas rosas; e a Polícia Militar, a divisão mais prestigiada das Forças Armadas, e a mais corrupta, a qual a função é proteger o rei, o que permite seus soldados a residirem dentro da Muralha de Sina (um unicórnio está na sua insígnia). A humanidade viveu em paz por cerca de 100 anos até que um dia tudo desmoronou, literalmente.

Não poderia deixar de comentar sobre o DMT (o Aparelho de Movimentação Tridimensional – Three Dimensional Maneuver Gear), um aparelho indispensável para um soldado, desenvolvido para auxiliar no combate contra os titãs. Tem quase a mesma função que os lançadores de teia do Homem-Aranha, só que em vez de teia saem resistentes fios de aço. Exige bastante treinamento. É abastecido por cilindros de gás comprimido.

Ao longo dos anos, os humanos, arduamente, conseguiram capturar alguns titãs e estudaram sua fisiologia – eles são extremamente quentes (sai vapor deles!), se regeneram rapidamente, não possuem órgãos genitais (como se procriam?), variam de três a vinte metros de altura e usam o Sol como alimento. Também descobriram o ponto fraco das criaturas: uma região na base da nuca – corte ali e o titã cai, derrotado. Alguns, os mais difíceis de se enfrentar, têm a habilidade de saltar, rastejar ou correr. No entanto, a maioria é lenta e só pensa em comer, quase como os zumbis clássicos.

As pessoas vivem alienadas do perigo que as cercam e as que desejam conhecer o exterior são consideradas tolas, loucas ou hereges. Em meio a esse panorama surge o protagonista da história, o garoto Eren Jaeger. Ele vive no distrito de Shiganshina, uma espécie de protuberância [que serve para proteger um dos portões] da Muralha de Maria, com a mãe, uma dona de casa, o pai, o renomado médico do vilarejo, e Mikasa Ackerman, uma garota cuja família foi assassinada (um dos episódios é dedicado em explicar o sofrido passado da personagem). O maior sonho de Eren é poder sair das muralhas para explorar o território selvagem – ele critica a forma como a humanidade está vivendo, igual a animais em cativeiro. Armin Arlert, seu melhor amigo, compartilha do mesmo sonho.

Durante uma linda tarde ensolarada que parecia como qualquer outra, os habitantes de Shiganshina avistam aquele que seria apelidado de Titã Colossal, por possuir cerca de 60 metros de altura. É tão grande que sua cabeça ultrapassa os limites da imponente muralha. Ele destrói uma parte do muro facilmente. Algumas pessoas já morrem naquele instante, atingidas pelos destroços. Então, o Titã Colossal desaparece tão misteriosamente quanto apareceu. Os diversos titãs [de estatura comum] que se aglomeravam em volta da muralha começam a entrar. O desespero toma conta de todos. As Tropas Estacionárias não dão conta e muita gente, em muito pouco tempo, é devorada – e aí se incluem os próprios soldados. O ritmo frenético do episódio parece o de um filme catástrofe hollywoodiano.

O pai de Eren estava fora do distrito, numa expedição, porém sua mãe ainda estava em casa – que ficava na mesma direção onde muitos destroços foram arremessados. Ele sai em disparada e Mikasa corre atrás dele. Armin, sempre esperto, vai procurar ajuda.

Uma pedra enorme caiu sobre a casa dos Jaeger. Por consequência, o telhado cedeu e a mãe de Eren ficou presa embaixo. É muito pesado para duas crianças levantarem. E, mesmo se possível, um titã se aproximava. É um momento de muitas lágrimas. Avisado por Armin, Hanneth, um dos combatentes da Tropa Estacionária, aparece para ajudá-los. Ele se compromete a lidar com o titã. Todavia, ao encarar o olhar demoníaco do monstro, constata ser impossível vencer, principalmente, sozinho. Agarra as crianças e foge dali. A mãe de Eren, bastante emocionada, agradece.

Eren, nos ombros de Hanneth, tentando se desvencilhar, acompanha, impotente, o titã remover os escombros de cima de sua mãe, segurá-la na mão, espremê-la e, por fim, enfiá-la na boca, dando uma mastigada. É nesse instante que vemos aflorar a motivação do nosso herói: vingança. O ódio pelos titãs se torna tão forte que ele dedicará toda sua vida, se preciso, para exterminá-los.

Através de barcos, o trio de amigos (Eren, Mikasa e Armin) consegue fugir para dentro da Muralha de Maria. Subitamente, surge um novo titã com habilidades especiais. Ele será conhecido pelos sobreviventes como o Titã Encouraçado, pelo aspecto instransponível de sua pele (as balas de canhão nem arranham!). Ele se lança contra o portão que separa Shinganshina do interior da muralha. A Muralha de Maria está perdida.

Tendo seu maior território tomado, a única solução foi recuar até a Muralha de Rose. Mas a humanidade não suportou o exponencial “aumento” inesperado da população. Não havia comida para todos. Antecipando um verdadeiro colapso, o governo bolou um plano de retomada da Muralha de Maria (que serviria como válvula de escape) e enviou muitos dos refugiados para a missão suicida. De milhares, centenas retornam. O avô de Armin foi um dos que não retornaram.

Cinco anos se passam. Eren, Armin e Mikasa viraram recrutas das Forças Armadas (duas espadas cruzadas formam o símbolo do Esquadrão de Recrutas). A garota (tão obcecada pelo Eren quanto ele é pelos titãs!) é, disparada, a melhor aluna da classe, uma exímia lutadora. Armin, inteligentíssimo, mostra-se um competente estrategista. Eren é obstinado e não deixa nada abalá-lo. Novos personagens importantes também nos são apresentados: o cabo Rivaille (ou Levi), um ex-criminoso que se tornou o melhor soldado da Tropa de Exploração; o comandante da Tropa, Erwin Smith, com duas decisões nada ortodoxas; Jean, que começa com um simples antagonista de Eren e cresce a ponto de ser apontado como o líder dos novatos; Hanji, uma cientista e integrante da Tropa; Sasha; Annie; Christa; Connie...

Um dos grandes trunfos deste animê é a imprevisibilidade. É impressionante a rapidez com que Isayama descarta suas crias, a la George R. R. Martin. Ele não tem dó. Cedo ou tarde acabam na boca de um titã – ou esmagados por um. Por exemplo, num dos momentos mais intensos da série, no arco da Batalha de Trost, com a Muralha de Rose também comprometida, presenciamos, estarrecidos, num dos violentos confrontos que se seguem, o que pensamos ser a morte do protagonista – ocorrida de forma tão abrupta, logo no quinto episódio (de 25) da temporada. Gosto tanto desse fator surpresa, que foi o que me impediu de continuar lendo o mangá durante a exibição do animê.

Num dos arcos seguintes, cheio de reviravoltas, acompanhamos uma missão da Tropa de Exploração, no território ocupado pelos titãs. O objetivo é chegar ao distrito de Shiganshina para checar o porão da destruída casa de Eren. Parece que o Dr. Jaeger (atualmente desaparecido) guardava ali um grande segredo sobre os titãs. Durante a missão, ficamos sabendo que a intenção do comandante é, na verdade, expor um traidor infiltrado na Tropa...

As vendas do mangá, alavancadas pelo anime (aconteceu algo parecido, em menor escala, é claro, com Kuroko no Basket e Magi), já ultrapassam 20 milhões de unidades. O DVD e o Blu-Ray, contendo o 1º e o 2º episódios, foram os mais vendidos de 2013, no Japão. O último episódio da temporada, o 25º, será exibido em 16 salas de cinema de Tóquio, no dia 28 de setembro. Ou seja, tudo só confirma o estrondoso sucesso da série. O que você está fazendo que ainda não assistiu? Não se preocupe, eu guardei vários detalhes da trama. Depois volte aqui e deixe seu comentário! Estou curioso para saber sua opinião.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Descobrindo... "Ray Donovan"


Ray Donovan (Liev Schreiber) é um cara que lida com problemas de celebridades. Por exemplo, se você fosse um jogador de basquete famoso que acordasse com uma mulher morta na cama (vítima de uma overdose de cocaína) é para ele que você ligaria. Ray e sua equipe fariam tudo desaparecer ou alterariam a história.
Ele mora em L.A. – e deve ganhar bem. Tem uma mulher, Abby (traída ocasionalmente), e dois filhos, Conor e Bridget. Aparentemente, você diria que ele leva uma vida perfeita. Aparentemente. Um dos seus irmãos, Terry, foi lutador de boxe e de tanto apanhar na cabeça ficou com Parkinson. O outro, Bunchy, quando criança, foi molestado por um padre. A irmã, Bridget, se matou ao jogar-se de um terraço. Para complicar mais, ele descobre que tem um meio-irmão por parte de pai, o também lutador (e negro) Daryll. O pai, por falar nisso, é o maior dos seus problemas. Parece que Mickey (John Voigt) passou 20 anos na cadeia por uma armação do próprio filho. Mas Ray ainda mantém um forte rancor do pai e está disposto a mantê-lo afastado de sua família.
É interessante notar como Ray, um indivíduo tão falho, acaba se tornando uma bússola moral para as pessoas com quem ele lida no trabalho, a forma como ele as influencia. Outra dinâmica peculiar é a de Ray com os chefes, os sócios Lee e Ezra.
A atração foi criada e desenvolvida pela produtora e roteirista Ann Biderman, que também serve como showrunner. Ray Donovan mostrou ter uma audiência crescente, bem diferente do que aconteceu com SouthLAnd (outra criação de Biderman, cancelada após cinco temporadas). A série foi renovada para mais 12 episódios ano que vem.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Descobrindo... "The Bridge"



Um misterioso indivíduo ativa um dispositivo de pulso eletromagnético para desligar temporariamente as câmeras de segurança e desova um corpo cortado ao meio na divisa da fronteira de El Paso, EUA, com Juarez, México. Na autópsia, descobre-se que as duas partes pertencem a mulheres diferentes: a de cima à juíza Lorraine Gates, a de baixo a uma adolescente latina (que depois ficamos sabendo se tratar de uma tal de Cristina Fuentes). Isto força a detetive estadunidense Sonya Cross (Diane Krueger) e o detetive mexicano Marco Ruiz (Demián Bichir) a trabalharem juntos. Durante a investigação, surge a possibilidade de o crime ter sido cometido por um serial killer.


Sonya é uma solteirona desequilibrada mentalmente – lembrou-me um pouquinho a Carrie, de Homeland. Ela tem dificuldade em sentir empatia pelas pessoas. Acho que é meio autista (diferente da Carrie, que é bipolar). Seu passado é nebuloso (só assisti ao primeiro episódio), tem a irmã morta e deve ter mais coisas.
Marco é um dos poucos policiais mexicanos que não cedeu aos cartéis. Passou por dois casamentos e tem três filhos – por isso decidiu fazer uma vasectomia (o que causa piadas por parte dos colegas e rendeu uma das cenas mais engraçadas da première).
Paralelas à investigação, surgem outras duas tramas: a da mulher cujo marido disse que queria o divórcio e depois o mesmo morre em cirurgia; a do sujeito esquisito que parece ser um simples coiote (?) ou, talvez, o grande assassino. Não sei no que tudo isso vai dar, só sei que pretendo acompanhar.
Remake da escandinava Bron/Broen (no Brasil, exibida pela +Globosat), troca-se a Dinamarca e a Suécia pelos EUA e o México – mas a premissa segue, basicamente, a mesma. Lá nos EUA, The Bridge passa todas as quartas, no canal a cabo FX, mesma casa de Sons of Anarchy, American Horror Story e Justified.
showrunner da série é a produtora Meredith Stiehm, conhecida por seu trabalho nos roteiros de Homeland e Cold Case. Uma segunda temporada já foi garantida. A série teve um crescimento recorde em audiência e, além de sucesso de público, é aclamada pela crítica.
The Bridge estreou há quase dois meses atrás, em 10 de julho. Já haviam me indicado, mas eu optei por assistir outras coisas, no lugar. Apenas oito episódios (de 13) foram exibidos, então ainda dá tempo de recuperar o tempo perdido. Adoro ter uma minimaratona me esperando.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

True Blood S06E10 "Radioactive" [Season Finale]


Ufa! Chegamos ao final da temporada. E já dá pra dizer sem medo: True Blood recuperou sua qualidade! A dança das cadeiras que foi a troca de showrunner foi também a melhor coisa que aconteceu para a série. Alan Ball é um cara genial, eu sei, mas queria se dedicar a outros projetos e nem estava se lixando para a parte criativa de True Blood - provavelmente só resolvia as pendengas executivas e olha lá. A entrada de Brian Buckner no comando não só melhorou a atração como injetou um novo fôlego para a série. Há muito tempo eu não sentia aquela ansiedade entre os episódios e queria assisti-los o mais rápido possível.
Uma pena que a temporada teve apenas 10 episódios (quando precisava ter, no mínimo, os costumeiros 12). Dava para perceber que muita coisa saiu apressada. Se o tempo fosse maior, talvez tivéssemos mais do Governador Burrell ou da Sarah. Talvez a resolução em volta de Warlow não fosse tão apressada. Enfim, se formos comparar com as 3 (sofríveis, arrastadas) temporadas anteriores nem dá pra reclamar muito.
O episódio começou com Alcide (cheio de segundas intenções) consolando a Sookie. De repente, eles se deparam com os vampiros em plena luz do sol, na frente da casa do Bill - que é ali pertinho do cemitério de Bon Temps. Sookie acha o sumido Jason e conhece a nova "cunhada", que logo lhe tasca um demorado beijo de língua como cumprimento. Aparentemente, após ingerirem o sangue de Bill (que ingerira o de Warlow) todos aqueles vampiros se tornaram imunes ao Sol. Depois, quando vem a tona que Warlow é o grande vilão e, com a ajuda de Niall, Jason o mata com um estaca no coração, o sangue perde o efeito milagroso. No mesmo momento, Eric, que estava tomando banho de Sol nas montanhas congeladas da Suécia, começa a pegar fogo. Acredito que não matariam o personagem e que ele se salvou de alguma forma - talvez por intervenção da Pam, que chegou a tempo... sei lá.
Seis meses se passam na trama e True Blood mostra seu panorama mais interessante desde a primeira temporada: a Hep-V se alastrou e até os humanos tem que fazer teste para ver se não são portadores do vírus. Pelo jeito, não existe mais Tru Blood e, como apresentado pelo agora prefeito Sam Merlotte, a forma mais garantida de segurança é deixar um vampiro se alimentar de você em troca de proteção. Há muitas pessoas avessas à proposta mas a maioria parece ter aceitado a situação.
No final do episódio, vemos um grupo de vampiros rebeldes (alguns infectados por Hep-V), com sede de sangue (e talvez outras coisas), se aproximando do pessoal da cidade. Continua na 7ª temporada, desde já, muito aguardada!

Adendo:
  • Sookie e Alcide estão namorando (finalmente!);
  • Nunca saberemos como Niall conseguiu "escapar" da dimensão infernal que Warlow o jogara?
  • Eric morreu mesmo?
  • Talvez Tara e Letty Mae tenham se reconciliado - um dos momentos mais tocantes do episódio. Adoro a mãe da Tara, sempre uma das melhores personagens da série.
  • Bill lançou um livro (que virou best-seller) sobre os acontecimentos da temporada.
  • A próxima temporada usará algum livro específico da Charlaine Harris como base? E quantos episódios terá?

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

True Blood S06E09 "Life Matters"


comentei o quão feliz estou com essa temporada de True Blood - que finalmente voltou a ficar boa! E o grande responsável por isso acontecer, o showrunner atual: Brian Buckner, é também o responsável por escrever o penúltimo episódio da temporada.
Tal episódio apresentou o desfecho (bastante apressado, malditos 10 episódios!) do vamp camp e ao mesmo tempo o enterro/velório do Terry (Todd Lowe) - que serviu como artifício narrativo para reunir os demais personagens. O título do episódio vem de uma frase proferida pelo cozinheiro e ex-Marine (num flashback): "Every life matters" (toda vida importa), ao mostrar piedade por um peixe, e da música homônima cantada por Big John, colega de cozinha do falecido Bellefleur.
Primeiro de tudo: Warlow (Robert Kazinsky) não morreu - ainda bem, é um personagem muito misterioso e tem muito a ser desenvolvido! Eric (Alexander Skasgard) drenou QUASE todo o seu sangue mas Sookie (Anna Paquin) e Bill (Stephen Moyer) chegaram a tempo. Sookie o salvou com o próprio sangue. Bill partiu para o vamp camp e lá salvou os demais vampiros que se alimentaram de seu sangue. O único que não ficou imune à luz do Sol foi Steven Newlin (Michael McMillian) que, forçado por Eric, encontrou a true death.
Achei que faltou um pouco de ritmo ao episódio. Esperava algo mais explosivo - devem ter deixado acontecimentos mais impactantes pro season finale mesmo. Buckner preferiu fazer algo mais sentimental (R.I.P. Terry). Aquela sequência do Jason (Ryan Kwanten) e da Sarah (Anna Camp) é ótima! Será que a vilã encontrará o mesmo destino do ex-marido? Fico pensando no que eles guardaram para Radioactive, o décimo (e último) episódio da temporada.
Também foi um episódio bastante gore. O que dizer sobre os flagelos do Dr. Overlark (aquele que injetou a Hep-V na Nora)? Primeiro Eric arranca seu pênis e deixa o doutor agonizando e se esvaindo em sangue. Depois aparece o Bill e esmaga a cabeça de Overlark com o pé (!).
Deu pra perceber com o que já foi exibido que o verdadeiro objetivo da temporada foi fazer uma limpa na série e consertar o que não estava dando certo, além, é claro, de enxugar as tramas paralelas. Que venha um season finale de cair o queixo e uma 7ª temporada que (espero) seja a melhor da série.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Para ler: Agosto de 2013


Foi-se o tempo em que eu era um leitor voraz. Lia, em média, uns três livros por semana quando tinha uns 13, 14 anos. Agora, quase dez anos depois, meu ritmo de leitura diminuiu bastante - se formos considerar apenas livros (ainda leio bastantes HQs). Por isso, decidi estabelecer uma meta: tentarei ler, pelo menos, um livro por semana, a partir de hoje.
Começarei por Dragão Vermelho, livro do Thomas Harris, que já gerou dois filmes e um seriado de TV, sobre o psicopata Hannibal Lecter. Tenho até sábado para terminar.
Depois parto para Sob a Redoma, que também ganhou adaptação para a TV este ano. O livro foi escrito por um dos meus ídolos literários: o Mestre do Horror, Stephen King. A trama narra os acontecimentos da cidadezinha (fictícia) de Chester's Mill que, de repente, é envolvida por uma redoma, e acompanhamos os moradores lidarem com o problema.
E por último, não menos importante, lerei Morto Até o Anoitecer, da Charlaine Harris. É o primeiro de uma extensa série de 13 livros! A obra também foi para a TV e virou a série True Blood.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Resenha: "Dormindo com o inimigo"

Um ano após o sucesso que a tornou famosa mundialmente, Julia Roberts protagonizou este thriller que trata de uma mulher submissa chamada Laura que apanha do marido cheio de manias (Patrick Bergin) e, temendo por sua vida, ela planeja uma forma de deixá-lo sem que ele saiba. Laura finge a própria morte e vai parar numa cidadezinha do Utah. Lá ela passa a viver tranquilamente e conhece o professor de teatro Ben Woodward (Kevin Anderson), com quem ata uma relação. Martin, o marido, acaba desconfiando do que aconteceu com a mulher após notar algumas anomalias. Obsessivo e vingativo, ele não descansa até encontrá-la.
O filme foi dirigido pelo especialista em suspenses Joseph Ruben (O Padrasto, O Anjo Malvado). Ronald Bass roteirizou a obra com base no romance de Nancy Price.
Tudo flui de forma natural e realmente nos importamos com a personagem de Roberts. Ficamos felizes quando ela se liberta do casamento violento e tensos quando o marido reaparece. O desfecho é bem satisfatório. Não é um filme que enrola, é bem objetivo. Mantém-nos tão inteiramente entretidos que acaba dando a impressão de passar mais rápido que sua duração. Vale a pena conferir.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Resenha: "Jumanji"


CUIDADO! SPOILERS, MUITOS SPOILERS!!!

Não importa o que digam. Para alguns é Goonies, para outros é Caçadores da Arca Perdida, mas, para mim, Jumanji sempre será o melhor filme de aventura já feito e o meu filme preferido! Misturar jogo de tabuleiro, com temática de selva, viagem no tempo e realidade alternativa num empolgante e esperto filme família não é pra qualquer um.
Baseado no livro homônimo de 1981, escrito e ilustrado por Chris Van Allsburg, Jumanji é sobre um jogo de tabuleiro que, conforme é jogado, traz para nossa realidade -- através de frases rimadas -- elementos como animais, plantas e até um caçador de pessoas. Para que tudo volte ao normal, é preciso terminar o jogo e proferir seu nome.
O filme começa em 1869, quando dois garotos, após alguma experiência traumática, decidem enterrar o tabuleiro e que "Deus tenha piedade da pessoa que desenterrá-lo".


Cem anos depois, o garoto Alan Parrish (Adam Ann-Byrd) descobre o jogo no meio de uma construção. Ele tinha sido atraído pelo som de tambores africanos -- aparentemente, o meio que jogo usa para escolher seus jogadores, sempre crianças. Junto com sua amiga Sarah Whittle (Laura Bell Bundy), eles começam a jogar "Jumanji". Alan é sugado para dentro do jogo e só sai depois que alguém tirar 5 ou 8 nos dados. Sarah é atacada por morcegos e foge desesperada.
O tempo passa. Uma nova família se muda para a mansão dos Parrish: uma tia e seus dois sobrinhos, os irmãos Judy (Kirten Dunst) e Peter (Bradley Pierce) Shepherd, cujos pais morreram num acidente. Jumanji também os atrai com o barulho dos tambores e eles começam a jogar.
Após mosquitos de picada mortal e macacos aparecerem, Peter tira um dos números que Alan precisava para voltar. Agora vivido por Robin Williams, Alan ainda os ajuda a lidar com um leão que havia saído do jogo. Todo esse tempo, 26 anos, ele passou numa selva que existe dentro de Jumanji.
Com tristeza, descobrimos que seus pais já morreram e que a Fábrica Parrish faliu, pois o pai usou todo o dinheiro para encontrá-lo. Por consequência, a cidade também foi levada à falência.
Alan se mostra bastante resistente a principio, mas acaba aceitando voltar a jogar, pois, de acordo com o próprio jogo, assim que finalizado, tudo voltaria ao normal. O problema é que é a vez de Sarah e eles precisam ir atrás dela. Ela agora atende por Madame Serena, uma adivinha. Sarah (Bonnie Hunt), extremamente traumatizada com os acontecimentos passados, desmaia assim que descobre que o indivíduo junto de Peter e Judy é Alan. Ele a carrega até a mansão e a faz jogar. E um dos filmes mais bacana já feitos vai se desenvolvendo...
Outro detalhe interessante do jogo, é a punição que ele aplica aos jogadores que tentam trapacear. Peter que o diga.
No final, Alan consegue encerrar o jogo e tudo volta à 1969.

Curiosidades:
  • Estreou 15 de dezembro de 1995 nos EUA e em 26 de janeiro no Brasil.
  • O nome "Jumanji" é combinação dos termos, em inglês, "jungle" (selva) e "magic" (magia).
  • O caçador de pessoas Van Pelt e o pai do Alan Parrish foram interpretados pelo mesmo ator, Jonathan Hyde (Titanic).
  • Jumanji custou cerca de US$ 65 milhões e arrecadou mundialmente US$ 262 milhões.
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