sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Resenha: "Dormindo com o inimigo"

Um ano após o sucesso que a tornou famosa mundialmente, Julia Roberts protagonizou este thriller que trata de uma mulher submissa chamada Laura que apanha do marido cheio de manias (Patrick Bergin) e, temendo por sua vida, ela planeja uma forma de deixá-lo sem que ele saiba. Laura finge a própria morte e vai parar numa cidadezinha do Utah. Lá ela passa a viver tranquilamente e conhece o professor de teatro Ben Woodward (Kevin Anderson), com quem ata uma relação. Martin, o marido, acaba desconfiando do que aconteceu com a mulher após notar algumas anomalias. Obsessivo e vingativo, ele não descansa até encontrá-la.
O filme foi dirigido pelo especialista em suspenses Joseph Ruben (O Padrasto, O Anjo Malvado). Ronald Bass roteirizou a obra com base no romance de Nancy Price.
Tudo flui de forma natural e realmente nos importamos com a personagem de Roberts. Ficamos felizes quando ela se liberta do casamento violento e tensos quando o marido reaparece. O desfecho é bem satisfatório. Não é um filme que enrola, é bem objetivo. Mantém-nos tão inteiramente entretidos que acaba dando a impressão de passar mais rápido que sua duração. Vale a pena conferir.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Resenha: "Jumanji"


CUIDADO! SPOILERS, MUITOS SPOILERS!!!

Não importa o que digam. Para alguns é Goonies, para outros é Caçadores da Arca Perdida, mas, para mim, Jumanji sempre será o melhor filme de aventura já feito e o meu filme preferido! Misturar jogo de tabuleiro, com temática de selva, viagem no tempo e realidade alternativa num empolgante e esperto filme família não é pra qualquer um.
Baseado no livro homônimo de 1981, escrito e ilustrado por Chris Van Allsburg, Jumanji é sobre um jogo de tabuleiro que, conforme é jogado, traz para nossa realidade -- através de frases rimadas -- elementos como animais, plantas e até um caçador de pessoas. Para que tudo volte ao normal, é preciso terminar o jogo e proferir seu nome.
O filme começa em 1869, quando dois garotos, após alguma experiência traumática, decidem enterrar o tabuleiro e que "Deus tenha piedade da pessoa que desenterrá-lo".


Cem anos depois, o garoto Alan Parrish (Adam Ann-Byrd) descobre o jogo no meio de uma construção. Ele tinha sido atraído pelo som de tambores africanos -- aparentemente, o meio que jogo usa para escolher seus jogadores, sempre crianças. Junto com sua amiga Sarah Whittle (Laura Bell Bundy), eles começam a jogar "Jumanji". Alan é sugado para dentro do jogo e só sai depois que alguém tirar 5 ou 8 nos dados. Sarah é atacada por morcegos e foge desesperada.
O tempo passa. Uma nova família se muda para a mansão dos Parrish: uma tia e seus dois sobrinhos, os irmãos Judy (Kirten Dunst) e Peter (Bradley Pierce) Shepherd, cujos pais morreram num acidente. Jumanji também os atrai com o barulho dos tambores e eles começam a jogar.
Após mosquitos de picada mortal e macacos aparecerem, Peter tira um dos números que Alan precisava para voltar. Agora vivido por Robin Williams, Alan ainda os ajuda a lidar com um leão que havia saído do jogo. Todo esse tempo, 26 anos, ele passou numa selva que existe dentro de Jumanji.
Com tristeza, descobrimos que seus pais já morreram e que a Fábrica Parrish faliu, pois o pai usou todo o dinheiro para encontrá-lo. Por consequência, a cidade também foi levada à falência.
Alan se mostra bastante resistente a principio, mas acaba aceitando voltar a jogar, pois, de acordo com o próprio jogo, assim que finalizado, tudo voltaria ao normal. O problema é que é a vez de Sarah e eles precisam ir atrás dela. Ela agora atende por Madame Serena, uma adivinha. Sarah (Bonnie Hunt), extremamente traumatizada com os acontecimentos passados, desmaia assim que descobre que o indivíduo junto de Peter e Judy é Alan. Ele a carrega até a mansão e a faz jogar. E um dos filmes mais bacana já feitos vai se desenvolvendo...
Outro detalhe interessante do jogo, é a punição que ele aplica aos jogadores que tentam trapacear. Peter que o diga.
No final, Alan consegue encerrar o jogo e tudo volta à 1969.

Curiosidades:
  • Estreou 15 de dezembro de 1995 nos EUA e em 26 de janeiro no Brasil.
  • O nome "Jumanji" é combinação dos termos, em inglês, "jungle" (selva) e "magic" (magia).
  • O caçador de pessoas Van Pelt e o pai do Alan Parrish foram interpretados pelo mesmo ator, Jonathan Hyde (Titanic).
  • Jumanji custou cerca de US$ 65 milhões e arrecadou mundialmente US$ 262 milhões.

terça-feira, 30 de julho de 2013

"Laranja é o novo Preto" - A nova (excelente) estreia do Netflix


O Netflix me enche de alegria com seu vasto acervo e com essas produções originais. No início do ano chegou House of Cards; série caprichada, elenco talentoso (destaque pro Kevin Spacey, é claro), David Fincher foi produtor executivo e dirigiu os 2 primeiros episódios. Depois veio Hemlock Grove - que só assisti a dois episódios, mas pretendo retomar assim que possível. Daí fomos brindados com a quarta temporada da aclamada (e cult) Arrested Development. E, então, no dia 11 de julho, o serviço de streaming finalmente disponibilizou a série da mesma criadora de Weeds (que fiquei com vontade de assistir), Orange is the New Black. O título é uma piada com o "preto básico" e os uniformes cor laranja das detentas (novatas) do presídio.
Na história, baseada num livro homônimo, a nova-iorquina Piper Chapman (Taylor Schilling), fã de Mad Men e fabricante de sabonetes artesanais, prestes a se casar com o noivo, interpretado pelo Jason Biggs (American Pie), é indiciada por um crime que cometeu há dez anos (ela namorava uma traficante de drogas que a usou como mula para transportar uma mala cheia de dinheiro do tráfico). Piper prefere fazer um acordo do que ir a julgamento, por isso acaba indo parar na Penitenciária Federal de Litchfield, onde, a princípio, cumprirá uma pena de 15 meses.
A série, que dosa comédia e drama de forma maestral (ponto para a showrunner Jenji Kohan) é permeada por flashbacks que fazem a gente saber mais sobre a Piper e também sobre as outras detentas - como elas foram presas e tal. Tem uma transexual (que tem esposa e filho), uma freira, uma ex-viciada lésbica, uma cozinheira russa, uma cultivadora de maconha, uma fanática religiosa (que se torna uma perigosa nêmesis de Piper, ao longo da temporada), uma atleta, e a ex-namorada traficante, que foi quem a denunciou em troca de diminuir seu tempo presa.
Espero que OITNB se torne algo com Breaking Bad, com Piper se afundando cada vez mais na vida de detenta - e acho que vai seguir por esse caminho mesmo, como pudemos ver no season finale. Taylor Schilling - assim como todo o elenco - está ótima no papel e não vou achar nada estranho se ela for indicada em premiações futuras.
A primeira temporada tem 13 episódios e mais treze já foram encomendados para uma segunda temporada que estreará ano que vem.

"Torchwood" - O derivado (mais adulto) de "Doctor Who"


A palavara TORCHWOOD é um anagrama de DOCTOR WHO utilizado pelo, na época, showrunner Russel T. Davies nos bastidores da retomada da série do Senhor do Tempo, em 2005.
Russel T. Davies deve ter gostado tanto do nome que o inseriu na mitologia do Doutor, quando a rainha Vitória cria o Instituto Torchwood para pesquisar fenômenos sobrenaturais e se preparar para enfrentar possíveis ameaças do tipo (visto na trama da segunda temporada da retomada de DW).
Desde 2002, antes de se comprometer com Doctor Who, Davies planejava uma série sci-fi nos moldes de Buffy - The Vampire Slayer e Angel, intitulada inicialmente Excalibur. Assim, em 22 de outubro de 2006 (pouco mais de um ano após Christopher Eccleston gritar "run" para Rose Tyler), chegou às telinhas, através da BBC, mais um spin-off do Doutor, que em certos momentos, soube chocar ainda mais.
A derivada era uma série adulta, por isso tinha mais liberdade em relação às cenas de sexo e violência, palavrões, bissexualidade, etc., elementos bastante presentes em Torchwood.
Na trama, a policial de Cardiff, cidade do país de Gales, Gwen Cooper (Eve Myles), acaba se deparando com as atividades do Instituto Torchwood e é convidada pelo líder, o capitão Jack Harkness (John Borrowman) para fazer parte da equipe. Os outros integrantes são: Ianto Jones (Gareth David-Lloyd), Owen Harper (Burn Gorman), Toshiko Sato (Naoko Mori) e, apenas no início, Suzie Costello (Indira Varma).
O personagem Jack Harkness surgiu na série atual de Doctor Who, mais exatamente no episódio The Empty Child, da primeira temporada da retomada. Jack era um Agente do Tempo do século 51 que largara sua função e agia como golpista nos anos '40. Ele e o Doutor se tornam amigos e Jack, ao lado da companion Rose, passa a viajar junto na TARDIS. No final da temporada, Jack é morto pelos Daleks. Rose, momentaneamente possuída pelo poder do Vórtex do Tempo, consegue trazer Jack de volta à vida, transformando-o num ponto fixo no Tempo. Ou seja, Jack se torna imortal. Outra característica peculiar de Jack é ele ser pansexual; ele pega homem, mulher, alienígena, robô...
As duas primeiras temporadas de Torchwood têm 13 episódios cada e contam com episódios "casos da semana" misturados com algo maior que é resolvido no final da temporada. A 3ª T ganhou o subtítulo Children of Earth e funciona como uma minissérie em seis partes - é também o ápice criativo da série. A quarta temporada foi produzida através de uma parceria entre a BBC e o canal americano Starz; façam um favor a si mesmos e ignorem essa temporada que é, infelizmente, uma das piores coisas já produzidas para a TV. No entanto, as três temporadas iniciais são imperdíveis, corram atrás!

sábado, 27 de julho de 2013

Precisamos falar sobre "The Fall"


Já aviso logo de cara: não é uma série pra quem está esperando um filme de ação em cada episódio, é algo mais na linha de The Killing, algo mais lento e incrivelmente bom. É sobre uma detetive inglesa chamada Stella Gibson, interpretada pela Gillian Anderson (Arquivo X, Hannibal), que é solicitada pelo Departamento de Polícia da cidade irlandesa de Belfast para revisar um caso de assassinato. Quando aparece outra morte, aparentemente realizada nos mesmos moldes, passa a ser uma investigação de serial killer, que o público conhece intimamente desde o primeiro episódio, pois a série nos possibilita acompanhar o dia a dia do psicopata Paul Spector (James Dornan), como pai de família (!) e terapeuta de luto (!).


Apesar de longos (mais de 50 min cada), os cinco episódios desta primeira temporada (já disponível no Netflix) passam rapidamente e nos deparamos com um final em aberto. Calma, calma, uma segunda temporada já foi oficialmente anunciada e começa a ser gravada só no início de 2014 devido aos trabalhos paralelos da Gillian (a nova série Crisis e prováveis participações esporádicas em Hannibal).
The Fall foi criada e inteiramente escrita por Allan Cubitt, showrunner da segunda temporada da também britânica Prime Suspect. A série estreou dia 13 de maio na BBC2 e atingiu grandes índices de audiência.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Bates Motel - Antes de Psicose


Gostem ou não, este é o ano das séries de psicopatas! As estreantes The Following, Cult, a própria Bates Motel e Hannibal estão aí para comprovar. E ainda podemos engrossar mais o caldo se considerarmos American Horror StoryDexter, Criminal Minds, Pretty Little Liars e até mesmo The Walking Dead (o Governador, um dos maiores psicopatas).
No dia 18/3 estreou no canal estadunidense A&E a série que, apesar de ser ambientada no presente, nos mostrará o passado (!) de um dos personagens mais icônicos do cinema: Norman Bates. Interpretado por Anthony Perkins, no clássico Psicose do mestre do suspense Alfred Hitchcock, e por Vince Vaughn, no remake quadro-a-quadro de Gus Van Sant, agora é o ator Freddie Highmore (Em Busca da Terra do Nunca, A Fantástica Fábrica de Chocolate) o responsável por dar vida ao perturbado Norman.


Com apenas 10 episódios (não se alarmem, uma 2ª temporada já está confirmada para 2014!), Bates Motel chegou mostrando a que veio: soube dosar desenvolvimento de história e personagens, contou com um elenco que esbanjou talento e, ouso dizer, é uma das melhores coisas já produzidas para a TV. Sabe aquele roteiro bem construído e cenas com direção cinematográfica? Bates Motel tem isso.
Pode acontecer de muitos torcerem o nariz para a ideia da série. Algo perfeitamente normal. "Por que mexer com um cânone do cinema?", "Que falta de criatividade!", "Hollywood está em crise!", são sentenças que talvez surjam na mente das pessoas antes de começar a assistir Bates Motel. Antes. Depois de embarcar nessa jornada (e tais pré-conceitos serem superados), eu garanto, é uma viagem sem volta. Somos fisgados pelo anzol da habilidosa dupla de showrunners composta por Carton Cuse (sim, de LOST) e Kerry Ehrin (da equipe de Friday Night Lights). Não sossegaremos até descobrirmos o que aconteceu ao pai de Norman, enquanto acompanhamos a superprotetora Norma (Vera Farmiga, possuída no papel, merece todos os prêmios!) e seu filho tentando recomeçar a vida numa nova cidade e, logo de cara, tendo que lidar com uma enorme complicação. Dylan (Max Thieriot), o outro filho de Norma, de repente aparece, e será divertido acompanhar a dinâmica dessa família disfuncional. Ao mesmo tempo aprenderemos mais sobre a misteriosa cidadezinha de White Pine Bay (abertamente inspirada em Twin Peaks, mas sem as bizarrices sobrenaturais)...
O grande destaque, no tocante à atuação, é, sem sobra dúvida, Vera Farmiga. Muito bom notar que seu trabalho na pele da explosiva Norma Louise Bates já foi reconhecido e lhe rendeu duas indicações de Melhor Atriz: Television Critics Awards e Critic's Choice Television Awards - muito cedo para sonhar com o Emmy e Globo de Ouro? Outro integrante do elenco que preciso ressaltar, cujo papel parece ter lhe caído como uma luva, é o intérprete do caçula dos Bates. Simplesmente impressionante a habilidade de Freddie Highmore, em certos momentos, de fazer a transição do ingênuo e carismático para um assustadoramente ameaçador Norman.
Ah, por favor, deem uma chance a Bates Motel! Vocês não se arrependerão!
E se você só decidiu ler o final deste texto: "um entretenimento de qualidade extremamente viciante", é como eu poderia definir Bates Motel em poucas palavras. Mas a série é muito mais do que isso, é claro. Até a próxima temporada!

domingo, 12 de maio de 2013

Summer Season 2013

Já selecionei o que vou assistir na Summer Season desse ano. Muitas veteranas, uma estreante e novas temporadas de séries que comecei a acompanhar recentemente. Espero que vocês visitem o blog para conferir as resenhas que postarei semanalmente e para deixar seus próprios comentários. Até breve.


The Killing (AMC) | 3ª temporada
Domingo, 2 de Junho

Teen Wolf (MTV) | 3ª temporada
Segunda-feira, 3 de junho
 
True Blood (HBO) | 6ª temporada
Domingo, 16 de Junho

Under The Dome (CBS) | 1ª temporada
Segunda-Feira, 24 de Junho

Dexter (Showtime) | 8ª (e última) temporada
Domingo, 30 de Junho

The Newsroom (HBO) | 2ª temporada
Domingo, 14 de Julho

Suits (USA) | 3ª temporada
Terça-Feira, 16 de Julho

Breaking Bad (AMC) | 2ª parte da 5ª (e última) temporada
Domingo, 11 de Agosto

sábado, 20 de abril de 2013

Resenha: "A Morte do Demônio"

>>> Clique no pôster para assistir ao trailer.
Vi muita gente por aí reclamando do tom mais sério adotado no "remake" de Evil Dead. Provavelmente, foram as mesmas pessoas desmioladas que adoraram a piada de mau gosto que foi o terrível Army of Darkness. Acho que ser tratada com mais seriedade era justamente o que faltava para a franquia.
Na trama supervisionada pela trinca de produtores Sam Raimi (diretor e roteirista da trilogia original), Rob Tapert (o produtor da trilogia original) e Bruce Campbell (o Ash), conduzida pelo diretor uruguaio Fede Alvarez a partir do roteiro reescrito pela Diablo Cody (Juno, Jennifer's Body) com base na história co-desenvolvida por Rodo Sayagues e o próprio Alvarez, acompanhamos, novamente, cinco jovens que se reúnem numa cabana abandonada no meio do mato e, depois que palavras do Livro dos Mortos encontrado no porão do lugar são proferidas, um por um, eles são possuídos por uma entidade demoníaca.
Mia (Jane Levy) é a protagonista do filme, uma dependente química que, com a ajuda de amigos e do irmão mais velho, David (Shiloh Fernandez) busca a reabilitação na antiga cabana da família. Ela é a primeira a sucumbir ao poder do mal e, de início, os sinais de possessão acabam sendo confundidos com sintomas de abstinência pela "especialista" do grupo, a enfermeira Olivia (Jessica Lucas), ex-interesse romântico de David. A situação se agrava e Eric (Lou Taylor Pucci), que passou um bom tempo folheando o Livro dos Mortos, conclui que é aquele artefato, impossível de ser incinerado, cuja capa é feita de pele humana e escrito em sangue, o responsável por todos os horrores que aconteceram.
A nova produção recicla e faz referência a vários elementos dos filmes anteriores. Há muitas cenas que farão os fãs esboçarem um sorriso enquanto os leigos se contorcem de nervosimo na poltrona. Aliás, cenas carregadas de tensão não faltam nesse filme, juntas com coisas grotescas e muito sangue - um exemplo é a sequência de autodesmembramento (!) envolvendo uma faca elétrica (!) pela qual passa a personagem Natalie (Elizabeth Blackmore), namorada de David. E prepare-se para levar um susto a todo momento, desde a vinheta da Ghost House Pictures até os minutos finais do filme.
No geral, o saldo é positivo. Não é nenhuma obra-prima, mas é muito bom. Definitivamente, esse... melhor apropriado dizer reboot está bem acima da média do que está sendo feito dentro do gênero. Nos EUA, onde o lançamento ocorreu com duas semanas de diferença, o filme arrecadou US$ 26 milhões no primeiro final de semana, superando com folga o valor de custo, US$ 17 milhões. Bem-sucedido, mesmo com suas cenas explícitas e censura adulta, espero que o novo A Morte do Demônio venha desencadear uma nova tendência no mercado cinematográfico de terror contemporâneo.

Mais informações:
  • É o primeiro longa-metragem de Fede Alvarez. O uruguaio despontou com o curta ¡Ataque de Pánico! em 2009 e foi convidado por Sam Raimi para dirigir o novo Evil Dead.
  • A trama é ambientada no estado de Michigan, EUA, porém as gravações do filme aconteceram numa região litorânea da Nova Zelândia;
  • Durante os créditos são exibidos trechos de áudio do filme original, em que o personagem Raymond Knowby (Bob Dorian) narra sua descoberta a respeito do Livro dos Mortos;
  • A história de Mia não termina por aqui. Uma continuação já foi anunciada e está em pré-produção;
  • Por incrível que pareça, a história de Ash também não acabou. O personagem de Bruce Campbell voltará em Army of Darkness 2. Sam Raimi está escrevendo o filme e talvez dirigirá. Quem ficou até o final do créditos pode conferir uma espécie de aperitivo;
  • Existem planos para um filme (provavelmente, o sétimo da franquia) que convergirá as linhas narrativas de Mia e Ash;
  • O Livro dos Mortos (Book of the Dead) também é conhecido por Naturom Demonto e Necronomicon;
  • Estreia nos EUA: 5/4/2013. Brasil: 19/4/2013.
A franquia Evil Dead:
  • 1981 - The Evil Dead (A Morte do Demônio - Uma Noite Alucinante)
  • 1987 - Evil Dead 2 (Uma Noite Alucinante 2)
  • 1992 - Army of Darkness (Uma Noite Alucinante 3)
  • 2013 - Evil Dead (A Morte do Demônio)
  • ???? - Evil Dead 2
  • ???? - Army of Darkness 2
  • ???? - The Evil Dead 7

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Resenha: "The Loved Ones"

Cansei de filmes de terror medíocres e água com açúcar - infelizmente, o que mais tem pra assistir hoje em dia. Por isso foi tão recompensador encontrar essa pérola em meio a tanto lixo.
The Loved Ones, filme australiano de baixo orçamento lançado originalmente em 2009, é o que, no mínimo, todo filme de terror deveria ser: assustador! E, garanto, vai demorar para tirá-lo da sua mente.
Logo no início, nos deparamos com um acidente de carro envolvendo o protagonista Brent (Xavier Samuels) e seu pai. Seis meses se passam. Voltamos a encontrar Brent, agora um adolescente traumatizado, com um enorme sentimento de culpa, pois era ele quem dirigia o veículo no fatídico evento que ceifou a vida do próprio pai. Como forma de autopunicão ele resolve usar por debaixo da camiseta uma lâmina pendurada no pescoço que vai cortando-o lentamente. Ironicamente, é essa mesma lâmina que o salvará numa situação futura.
Apesar de possuir namorada, uma colega o convida para o baile do colégio que aconteceria naquela noite. Ele declina o convite, educadamente. Mas a tal garota, Lola (Robin McLeavy), não é do tipo que aceita facilmente uma rejeição; não conseguir o que quer não é uma alternativa. Para sua sorte, Lola possui um pai (John Brumpton) tão perturbado quanto ela e que faz todas as suas vontades, como sequestrar Brent. O que se segue são cenas de pura agonia e sadismo, onde fica evidente a forte influência de O Massacre da Serra Elétrica.
Interessante notar como em boa parte do filme a narrativa se divide para acompanhar três núcleos de personagens diferentes e, consequentemente, se divide em três gêneros (comédia, drama e terror), mas tudo é tão bem conduzido (ponto para o roteiro!) que o resultado é positivo e acaba tornando a experiência ainda mais dinâmica e envolvente.
Parabéns ao diretor e roteirista Sean Byrne, que soube extrair e captar atuações tão convincentes de todo o elenco e orquestrar diversas reviravoltas na construção da história. Egresso de curtas e documentários, The Loved Ones foi seu primeiro longa-metragem. Aguardo anciosamente seu próximo trabalho. Que venha outro clássico contemporâneo!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

A centésima edição de "The Walking Dead"


Muitos SPOILERS, é claro.

A 100ª edição de “The Walking Dead”, quarta parte do arco “Something to Fear”, saiu do marasmo em que a série se encontrava e finalmente Robert Kirkman nos apresentou um vilão à altura do Governador.
É verdade que a morte de um personagem importante (Abraham) já tinha acontecido na edição #98, mas de longe não foi tão impactante quanto Negan espancando Glenn com “Lucille” (um taco de beisebol envolvido por arame farpado) até que esmigalhasse a cabeça do pai do filho que Maggie espera na barriga. Tão frio. Tão brutal. Simplesmente de tirar o fôlego. A gente conhece Glenn desde o início de TWD. Desde a época em que ele se aventurava pela cidade para buscar suprimentos para o pessoal do acampamento. Era um personagem querido pelos fãs.
E ninguém pôde fazer nada. Não diante de um bando de mais de cinquenta homens bem armados. Rick, Michonne, Carl, Maggie, Sophia e [o avulso] Heath - todos impotentes. E qualquer um deles poderia ter sido a vítima do sádico Negan, que decidiu quem iria matar num "uni-duni-tê" e o escolhido foi o Glenn.
Rick, sem uma mão, desarmado, em meio a lágrimas e muita raiva, ainda ameaça Negan: "Eu vou te matar! Não hoje, nem amanhã... Mas eu vou te matar."
No final, eles apenas ficam estáticos enquanto o bando de Negan vai embora, deixando para trás mais devastação do que uma horda de zumbis.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...