terça-feira, 3 de setembro de 2013

Descobrindo... "Ray Donovan"


Ray Donovan (Liev Schreiber) é um cara que lida com problemas de celebridades. Por exemplo, se você fosse um jogador de basquete famoso que acordasse com uma mulher morta na cama (vítima de uma overdose de cocaína) é para ele que você ligaria. Ray e sua equipe fariam tudo desaparecer ou alterariam a história.
Ele mora em L.A. – e deve ganhar bem. Tem uma mulher, Abby (traída ocasionalmente), e dois filhos, Conor e Bridget. Aparentemente, você diria que ele leva uma vida perfeita. Aparentemente. Um dos seus irmãos, Terry, foi lutador de boxe e de tanto apanhar na cabeça ficou com Parkinson. O outro, Bunchy, quando criança, foi molestado por um padre. A irmã, Bridget, se matou ao jogar-se de um terraço. Para complicar mais, ele descobre que tem um meio-irmão por parte de pai, o também lutador (e negro) Daryll. O pai, por falar nisso, é o maior dos seus problemas. Parece que Mickey (John Voigt) passou 20 anos na cadeia por uma armação do próprio filho. Mas Ray ainda mantém um forte rancor do pai e está disposto a mantê-lo afastado de sua família.
É interessante notar como Ray, um indivíduo tão falho, acaba se tornando uma bússola moral para as pessoas com quem ele lida no trabalho, a forma como ele as influencia. Outra dinâmica peculiar é a de Ray com os chefes, os sócios Lee e Ezra.
A atração foi criada e desenvolvida pela produtora e roteirista Ann Biderman, que também serve como showrunner. Ray Donovan mostrou ter uma audiência crescente, bem diferente do que aconteceu com SouthLAnd (outra criação de Biderman, cancelada após cinco temporadas). A série foi renovada para mais 12 episódios ano que vem.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Descobrindo... "The Bridge"



Um misterioso indivíduo ativa um dispositivo de pulso eletromagnético para desligar temporariamente as câmeras de segurança e desova um corpo cortado ao meio na divisa da fronteira de El Paso, EUA, com Juarez, México. Na autópsia, descobre-se que as duas partes pertencem a mulheres diferentes: a de cima à juíza Lorraine Gates, a de baixo a uma adolescente latina (que depois ficamos sabendo se tratar de uma tal de Cristina Fuentes). Isto força a detetive estadunidense Sonya Cross (Diane Krueger) e o detetive mexicano Marco Ruiz (Demián Bichir) a trabalharem juntos. Durante a investigação, surge a possibilidade de o crime ter sido cometido por um serial killer.


Sonya é uma solteirona desequilibrada mentalmente – lembrou-me um pouquinho a Carrie, de Homeland. Ela tem dificuldade em sentir empatia pelas pessoas. Acho que é meio autista (diferente da Carrie, que é bipolar). Seu passado é nebuloso (só assisti ao primeiro episódio), tem a irmã morta e deve ter mais coisas.
Marco é um dos poucos policiais mexicanos que não cedeu aos cartéis. Passou por dois casamentos e tem três filhos – por isso decidiu fazer uma vasectomia (o que causa piadas por parte dos colegas e rendeu uma das cenas mais engraçadas da première).
Paralelas à investigação, surgem outras duas tramas: a da mulher cujo marido disse que queria o divórcio e depois o mesmo morre em cirurgia; a do sujeito esquisito que parece ser um simples coiote (?) ou, talvez, o grande assassino. Não sei no que tudo isso vai dar, só sei que pretendo acompanhar.
Remake da escandinava Bron/Broen (no Brasil, exibida pela +Globosat), troca-se a Dinamarca e a Suécia pelos EUA e o México – mas a premissa segue, basicamente, a mesma. Lá nos EUA, The Bridge passa todas as quartas, no canal a cabo FX, mesma casa de Sons of Anarchy, American Horror Story e Justified.
showrunner da série é a produtora Meredith Stiehm, conhecida por seu trabalho nos roteiros de Homeland e Cold Case. Uma segunda temporada já foi garantida. A série teve um crescimento recorde em audiência e, além de sucesso de público, é aclamada pela crítica.
The Bridge estreou há quase dois meses atrás, em 10 de julho. Já haviam me indicado, mas eu optei por assistir outras coisas, no lugar. Apenas oito episódios (de 13) foram exibidos, então ainda dá tempo de recuperar o tempo perdido. Adoro ter uma minimaratona me esperando.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

True Blood S06E10 "Radioactive" [Season Finale]


Ufa! Chegamos ao final da temporada. E já dá pra dizer sem medo: True Blood recuperou sua qualidade! A dança das cadeiras que foi a troca de showrunner foi também a melhor coisa que aconteceu para a série. Alan Ball é um cara genial, eu sei, mas queria se dedicar a outros projetos e nem estava se lixando para a parte criativa de True Blood - provavelmente só resolvia as pendengas executivas e olha lá. A entrada de Brian Buckner no comando não só melhorou a atração como injetou um novo fôlego para a série. Há muito tempo eu não sentia aquela ansiedade entre os episódios e queria assisti-los o mais rápido possível.
Uma pena que a temporada teve apenas 10 episódios (quando precisava ter, no mínimo, os costumeiros 12). Dava para perceber que muita coisa saiu apressada. Se o tempo fosse maior, talvez tivéssemos mais do Governador Burrell ou da Sarah. Talvez a resolução em volta de Warlow não fosse tão apressada. Enfim, se formos comparar com as 3 (sofríveis, arrastadas) temporadas anteriores nem dá pra reclamar muito.
O episódio começou com Alcide (cheio de segundas intenções) consolando a Sookie. De repente, eles se deparam com os vampiros em plena luz do sol, na frente da casa do Bill - que é ali pertinho do cemitério de Bon Temps. Sookie acha o sumido Jason e conhece a nova "cunhada", que logo lhe tasca um demorado beijo de língua como cumprimento. Aparentemente, após ingerirem o sangue de Bill (que ingerira o de Warlow) todos aqueles vampiros se tornaram imunes ao Sol. Depois, quando vem a tona que Warlow é o grande vilão e, com a ajuda de Niall, Jason o mata com um estaca no coração, o sangue perde o efeito milagroso. No mesmo momento, Eric, que estava tomando banho de Sol nas montanhas congeladas da Suécia, começa a pegar fogo. Acredito que não matariam o personagem e que ele se salvou de alguma forma - talvez por intervenção da Pam, que chegou a tempo... sei lá.
Seis meses se passam na trama e True Blood mostra seu panorama mais interessante desde a primeira temporada: a Hep-V se alastrou e até os humanos tem que fazer teste para ver se não são portadores do vírus. Pelo jeito, não existe mais Tru Blood e, como apresentado pelo agora prefeito Sam Merlotte, a forma mais garantida de segurança é deixar um vampiro se alimentar de você em troca de proteção. Há muitas pessoas avessas à proposta mas a maioria parece ter aceitado a situação.
No final do episódio, vemos um grupo de vampiros rebeldes (alguns infectados por Hep-V), com sede de sangue (e talvez outras coisas), se aproximando do pessoal da cidade. Continua na 7ª temporada, desde já, muito aguardada!

Adendo:
  • Sookie e Alcide estão namorando (finalmente!);
  • Nunca saberemos como Niall conseguiu "escapar" da dimensão infernal que Warlow o jogara?
  • Eric morreu mesmo?
  • Talvez Tara e Letty Mae tenham se reconciliado - um dos momentos mais tocantes do episódio. Adoro a mãe da Tara, sempre uma das melhores personagens da série.
  • Bill lançou um livro (que virou best-seller) sobre os acontecimentos da temporada.
  • A próxima temporada usará algum livro específico da Charlaine Harris como base? E quantos episódios terá?

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

True Blood S06E09 "Life Matters"


comentei o quão feliz estou com essa temporada de True Blood - que finalmente voltou a ficar boa! E o grande responsável por isso acontecer, o showrunner atual: Brian Buckner, é também o responsável por escrever o penúltimo episódio da temporada.
Tal episódio apresentou o desfecho (bastante apressado, malditos 10 episódios!) do vamp camp e ao mesmo tempo o enterro/velório do Terry (Todd Lowe) - que serviu como artifício narrativo para reunir os demais personagens. O título do episódio vem de uma frase proferida pelo cozinheiro e ex-Marine (num flashback): "Every life matters" (toda vida importa), ao mostrar piedade por um peixe, e da música homônima cantada por Big John, colega de cozinha do falecido Bellefleur.
Primeiro de tudo: Warlow (Robert Kazinsky) não morreu - ainda bem, é um personagem muito misterioso e tem muito a ser desenvolvido! Eric (Alexander Skasgard) drenou QUASE todo o seu sangue mas Sookie (Anna Paquin) e Bill (Stephen Moyer) chegaram a tempo. Sookie o salvou com o próprio sangue. Bill partiu para o vamp camp e lá salvou os demais vampiros que se alimentaram de seu sangue. O único que não ficou imune à luz do Sol foi Steven Newlin (Michael McMillian) que, forçado por Eric, encontrou a true death.
Achei que faltou um pouco de ritmo ao episódio. Esperava algo mais explosivo - devem ter deixado acontecimentos mais impactantes pro season finale mesmo. Buckner preferiu fazer algo mais sentimental (R.I.P. Terry). Aquela sequência do Jason (Ryan Kwanten) e da Sarah (Anna Camp) é ótima! Será que a vilã encontrará o mesmo destino do ex-marido? Fico pensando no que eles guardaram para Radioactive, o décimo (e último) episódio da temporada.
Também foi um episódio bastante gore. O que dizer sobre os flagelos do Dr. Overlark (aquele que injetou a Hep-V na Nora)? Primeiro Eric arranca seu pênis e deixa o doutor agonizando e se esvaindo em sangue. Depois aparece o Bill e esmaga a cabeça de Overlark com o pé (!).
Deu pra perceber com o que já foi exibido que o verdadeiro objetivo da temporada foi fazer uma limpa na série e consertar o que não estava dando certo, além, é claro, de enxugar as tramas paralelas. Que venha um season finale de cair o queixo e uma 7ª temporada que (espero) seja a melhor da série.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Para ler: Agosto de 2013


Foi-se o tempo em que eu era um leitor voraz. Lia, em média, uns três livros por semana quando tinha uns 13, 14 anos. Agora, quase dez anos depois, meu ritmo de leitura diminuiu bastante - se formos considerar apenas livros (ainda leio bastantes HQs). Por isso, decidi estabelecer uma meta: tentarei ler, pelo menos, um livro por semana, a partir de hoje.
Começarei por Dragão Vermelho, livro do Thomas Harris, que já gerou dois filmes e um seriado de TV, sobre o psicopata Hannibal Lecter. Tenho até sábado para terminar.
Depois parto para Sob a Redoma, que também ganhou adaptação para a TV este ano. O livro foi escrito por um dos meus ídolos literários: o Mestre do Horror, Stephen King. A trama narra os acontecimentos da cidadezinha (fictícia) de Chester's Mill que, de repente, é envolvida por uma redoma, e acompanhamos os moradores lidarem com o problema.
E por último, não menos importante, lerei Morto Até o Anoitecer, da Charlaine Harris. É o primeiro de uma extensa série de 13 livros! A obra também foi para a TV e virou a série True Blood.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Resenha: "Dormindo com o inimigo"

Um ano após o sucesso que a tornou famosa mundialmente, Julia Roberts protagonizou este thriller que trata de uma mulher submissa chamada Laura que apanha do marido cheio de manias (Patrick Bergin) e, temendo por sua vida, ela planeja uma forma de deixá-lo sem que ele saiba. Laura finge a própria morte e vai parar numa cidadezinha do Utah. Lá ela passa a viver tranquilamente e conhece o professor de teatro Ben Woodward (Kevin Anderson), com quem ata uma relação. Martin, o marido, acaba desconfiando do que aconteceu com a mulher após notar algumas anomalias. Obsessivo e vingativo, ele não descansa até encontrá-la.
O filme foi dirigido pelo especialista em suspenses Joseph Ruben (O Padrasto, O Anjo Malvado). Ronald Bass roteirizou a obra com base no romance de Nancy Price.
Tudo flui de forma natural e realmente nos importamos com a personagem de Roberts. Ficamos felizes quando ela se liberta do casamento violento e tensos quando o marido reaparece. O desfecho é bem satisfatório. Não é um filme que enrola, é bem objetivo. Mantém-nos tão inteiramente entretidos que acaba dando a impressão de passar mais rápido que sua duração. Vale a pena conferir.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Resenha: "Jumanji"


CUIDADO! SPOILERS, MUITOS SPOILERS!!!

Não importa o que digam. Para alguns é Goonies, para outros é Caçadores da Arca Perdida, mas, para mim, Jumanji sempre será o melhor filme de aventura já feito e o meu filme preferido! Misturar jogo de tabuleiro, com temática de selva, viagem no tempo e realidade alternativa num empolgante e esperto filme família não é pra qualquer um.
Baseado no livro homônimo de 1981, escrito e ilustrado por Chris Van Allsburg, Jumanji é sobre um jogo de tabuleiro que, conforme é jogado, traz para nossa realidade -- através de frases rimadas -- elementos como animais, plantas e até um caçador de pessoas. Para que tudo volte ao normal, é preciso terminar o jogo e proferir seu nome.
O filme começa em 1869, quando dois garotos, após alguma experiência traumática, decidem enterrar o tabuleiro e que "Deus tenha piedade da pessoa que desenterrá-lo".


Cem anos depois, o garoto Alan Parrish (Adam Ann-Byrd) descobre o jogo no meio de uma construção. Ele tinha sido atraído pelo som de tambores africanos -- aparentemente, o meio que jogo usa para escolher seus jogadores, sempre crianças. Junto com sua amiga Sarah Whittle (Laura Bell Bundy), eles começam a jogar "Jumanji". Alan é sugado para dentro do jogo e só sai depois que alguém tirar 5 ou 8 nos dados. Sarah é atacada por morcegos e foge desesperada.
O tempo passa. Uma nova família se muda para a mansão dos Parrish: uma tia e seus dois sobrinhos, os irmãos Judy (Kirten Dunst) e Peter (Bradley Pierce) Shepherd, cujos pais morreram num acidente. Jumanji também os atrai com o barulho dos tambores e eles começam a jogar.
Após mosquitos de picada mortal e macacos aparecerem, Peter tira um dos números que Alan precisava para voltar. Agora vivido por Robin Williams, Alan ainda os ajuda a lidar com um leão que havia saído do jogo. Todo esse tempo, 26 anos, ele passou numa selva que existe dentro de Jumanji.
Com tristeza, descobrimos que seus pais já morreram e que a Fábrica Parrish faliu, pois o pai usou todo o dinheiro para encontrá-lo. Por consequência, a cidade também foi levada à falência.
Alan se mostra bastante resistente a principio, mas acaba aceitando voltar a jogar, pois, de acordo com o próprio jogo, assim que finalizado, tudo voltaria ao normal. O problema é que é a vez de Sarah e eles precisam ir atrás dela. Ela agora atende por Madame Serena, uma adivinha. Sarah (Bonnie Hunt), extremamente traumatizada com os acontecimentos passados, desmaia assim que descobre que o indivíduo junto de Peter e Judy é Alan. Ele a carrega até a mansão e a faz jogar. E um dos filmes mais bacana já feitos vai se desenvolvendo...
Outro detalhe interessante do jogo, é a punição que ele aplica aos jogadores que tentam trapacear. Peter que o diga.
No final, Alan consegue encerrar o jogo e tudo volta à 1969.

Curiosidades:
  • Estreou 15 de dezembro de 1995 nos EUA e em 26 de janeiro no Brasil.
  • O nome "Jumanji" é combinação dos termos, em inglês, "jungle" (selva) e "magic" (magia).
  • O caçador de pessoas Van Pelt e o pai do Alan Parrish foram interpretados pelo mesmo ator, Jonathan Hyde (Titanic).
  • Jumanji custou cerca de US$ 65 milhões e arrecadou mundialmente US$ 262 milhões.

terça-feira, 30 de julho de 2013

"Laranja é o novo Preto" - A nova (excelente) estreia do Netflix


O Netflix me enche de alegria com seu vasto acervo e com essas produções originais. No início do ano chegou House of Cards; série caprichada, elenco talentoso (destaque pro Kevin Spacey, é claro), David Fincher foi produtor executivo e dirigiu os 2 primeiros episódios. Depois veio Hemlock Grove - que só assisti a dois episódios, mas pretendo retomar assim que possível. Daí fomos brindados com a quarta temporada da aclamada (e cult) Arrested Development. E, então, no dia 11 de julho, o serviço de streaming finalmente disponibilizou a série da mesma criadora de Weeds (que fiquei com vontade de assistir), Orange is the New Black. O título é uma piada com o "preto básico" e os uniformes cor laranja das detentas (novatas) do presídio.
Na história, baseada num livro homônimo, a nova-iorquina Piper Chapman (Taylor Schilling), fã de Mad Men e fabricante de sabonetes artesanais, prestes a se casar com o noivo, interpretado pelo Jason Biggs (American Pie), é indiciada por um crime que cometeu há dez anos (ela namorava uma traficante de drogas que a usou como mula para transportar uma mala cheia de dinheiro do tráfico). Piper prefere fazer um acordo do que ir a julgamento, por isso acaba indo parar na Penitenciária Federal de Litchfield, onde, a princípio, cumprirá uma pena de 15 meses.
A série, que dosa comédia e drama de forma maestral (ponto para a showrunner Jenji Kohan) é permeada por flashbacks que fazem a gente saber mais sobre a Piper e também sobre as outras detentas - como elas foram presas e tal. Tem uma transexual (que tem esposa e filho), uma freira, uma ex-viciada lésbica, uma cozinheira russa, uma cultivadora de maconha, uma fanática religiosa (que se torna uma perigosa nêmesis de Piper, ao longo da temporada), uma atleta, e a ex-namorada traficante, que foi quem a denunciou em troca de diminuir seu tempo presa.
Espero que OITNB se torne algo com Breaking Bad, com Piper se afundando cada vez mais na vida de detenta - e acho que vai seguir por esse caminho mesmo, como pudemos ver no season finale. Taylor Schilling - assim como todo o elenco - está ótima no papel e não vou achar nada estranho se ela for indicada em premiações futuras.
A primeira temporada tem 13 episódios e mais treze já foram encomendados para uma segunda temporada que estreará ano que vem.

"Torchwood" - O derivado (mais adulto) de "Doctor Who"


A palavara TORCHWOOD é um anagrama de DOCTOR WHO utilizado pelo, na época, showrunner Russel T. Davies nos bastidores da retomada da série do Senhor do Tempo, em 2005.
Russel T. Davies deve ter gostado tanto do nome que o inseriu na mitologia do Doutor, quando a rainha Vitória cria o Instituto Torchwood para pesquisar fenômenos sobrenaturais e se preparar para enfrentar possíveis ameaças do tipo (visto na trama da segunda temporada da retomada de DW).
Desde 2002, antes de se comprometer com Doctor Who, Davies planejava uma série sci-fi nos moldes de Buffy - The Vampire Slayer e Angel, intitulada inicialmente Excalibur. Assim, em 22 de outubro de 2006 (pouco mais de um ano após Christopher Eccleston gritar "run" para Rose Tyler), chegou às telinhas, através da BBC, mais um spin-off do Doutor, que em certos momentos, soube chocar ainda mais.
A derivada era uma série adulta, por isso tinha mais liberdade em relação às cenas de sexo e violência, palavrões, bissexualidade, etc., elementos bastante presentes em Torchwood.
Na trama, a policial de Cardiff, cidade do país de Gales, Gwen Cooper (Eve Myles), acaba se deparando com as atividades do Instituto Torchwood e é convidada pelo líder, o capitão Jack Harkness (John Borrowman) para fazer parte da equipe. Os outros integrantes são: Ianto Jones (Gareth David-Lloyd), Owen Harper (Burn Gorman), Toshiko Sato (Naoko Mori) e, apenas no início, Suzie Costello (Indira Varma).
O personagem Jack Harkness surgiu na série atual de Doctor Who, mais exatamente no episódio The Empty Child, da primeira temporada da retomada. Jack era um Agente do Tempo do século 51 que largara sua função e agia como golpista nos anos '40. Ele e o Doutor se tornam amigos e Jack, ao lado da companion Rose, passa a viajar junto na TARDIS. No final da temporada, Jack é morto pelos Daleks. Rose, momentaneamente possuída pelo poder do Vórtex do Tempo, consegue trazer Jack de volta à vida, transformando-o num ponto fixo no Tempo. Ou seja, Jack se torna imortal. Outra característica peculiar de Jack é ele ser pansexual; ele pega homem, mulher, alienígena, robô...
As duas primeiras temporadas de Torchwood têm 13 episódios cada e contam com episódios "casos da semana" misturados com algo maior que é resolvido no final da temporada. A 3ª T ganhou o subtítulo Children of Earth e funciona como uma minissérie em seis partes - é também o ápice criativo da série. A quarta temporada foi produzida através de uma parceria entre a BBC e o canal americano Starz; façam um favor a si mesmos e ignorem essa temporada que é, infelizmente, uma das piores coisas já produzidas para a TV. No entanto, as três temporadas iniciais são imperdíveis, corram atrás!

sábado, 27 de julho de 2013

Precisamos falar sobre "The Fall"


Já aviso logo de cara: não é uma série pra quem está esperando um filme de ação em cada episódio, é algo mais na linha de The Killing, algo mais lento e incrivelmente bom. É sobre uma detetive inglesa chamada Stella Gibson, interpretada pela Gillian Anderson (Arquivo X, Hannibal), que é solicitada pelo Departamento de Polícia da cidade irlandesa de Belfast para revisar um caso de assassinato. Quando aparece outra morte, aparentemente realizada nos mesmos moldes, passa a ser uma investigação de serial killer, que o público conhece intimamente desde o primeiro episódio, pois a série nos possibilita acompanhar o dia a dia do psicopata Paul Spector (James Dornan), como pai de família (!) e terapeuta de luto (!).


Apesar de longos (mais de 50 min cada), os cinco episódios desta primeira temporada (já disponível no Netflix) passam rapidamente e nos deparamos com um final em aberto. Calma, calma, uma segunda temporada já foi oficialmente anunciada e começa a ser gravada só no início de 2014 devido aos trabalhos paralelos da Gillian (a nova série Crisis e prováveis participações esporádicas em Hannibal).
The Fall foi criada e inteiramente escrita por Allan Cubitt, showrunner da segunda temporada da também britânica Prime Suspect. A série estreou dia 13 de maio na BBC2 e atingiu grandes índices de audiência.
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